10 atividades para o bebé socializar

DESENVOLVIMENTO
Para os bebés, partilhar um bocadinho com outros é um tempo de grande valor se estamos com eles.
Cada vez há mais propostas que nos permitem satisfazer duas necessidades: a de passar um tempo de qualidade e diversão com o nosso filho, por um lado, e a de partilhar esse tempo com outras famílias, por outro.
 
A vida com os outros tem importância quando passamos a fronteira da paternidade. É enriquecedor, fonte de ideias e estímulos: podemos observar como os outros fazem as coisas e, sobretudo, interagir  com eles. Para os bebés, partilhar um bocadinho com outros é um tempo de grande valor se estamos com eles. Às vezes. a “desculpa” é a música; outras vezes, fazer desporto ou lanchar no parque. É igual, desde que a atividade nos satisfaça e nos divirta. Assim, o êxito está assegurado. Deixamos algumas sugestões.
 
1 - Vamos conversar!
A socialização começa cedo. O bebé é uma criatura social desde que nasce, que adora ser tocado, pegado ao colo, acarinhado, que se fale e sorria para ele. Por isso, não poupe nas ”conversas”... Nem nas caretas. Mesmo pequenino, se lhe deitarmos a língua de fora enquanto o olhamos, é provável que ele faça o mesmo. Também ouve com atenção todos os sons que fazemos e aprende com eles (o contacto olhos nos olhos é importante, pelo que devemos fazê-lo quando falamos com ele). Por volta dos três meses, brinda-nos com o seu primeiro sorriso genuíno e brevemente torna-se especialista na “conversa-sorriso”, que consiste em começar uma interação connosco, sorrindo, ao mesmo tempo que gorgoleja.
 
2 - Atenção à pauta
Para quem gosta de música tem duas opções: frequentar um ateliê de musicoterapia para pais e filhos ou um de educação musical. No primeiro, o afeto e a música servem como veículo de comunicação. O segundo está mais focado na experiência musical. Ou pode, simplesmente, assistir a um concerto de música para bebés.
 
3 - Dançamos?
Se o que realmente gosta é dançar, então opte por propostas como a bio dança em família, que tem muito em conta a necessidade de movimento das crianças e cuja base fundamental é o jogo em movimento. Ainda que as propostas habituais estejam focadas em crianças, em alguns sítios existe a possibilidade de dançar com os bebés.
 
4 - Que bem sabe uma massagem! 
Os workshops de massagens põem-nos em contacto através do tato e da pele. Neles desenvolvemos os conhecimentos necessários para partilhar, todos os dias, um momento de contacto com o nosso bebé ou para brincar com ele através da massagem. As aulas não se limitam à técnica, é um espaço onde se partilham preocupações com outros pais, além de aprender a observar, entre outras coisas, os ritmos do nosso bebé.
 
5 - Yoga para todos
Cada vez mais centros de yoga propõem esta opção familiar. As crianças e bebés integram-se em função da sua idade: desde muito pequenos realizam o exercício de forma passiva (em contacto com o corpo da mãe); quando começam a gatinhar vão por sua conta, escolhendo por momentos realizar certas posturas ainda que depois voltem ao seu jogo. Finalmente chega o dia em que se juntam, pouco a pouco, à turma… mas isso será mais à frente.
 
6 - Fim de semana rural 
Depois de ter filhos poucas vezes nos ocorre, mas propor a amigos ou conhecidos (com filhos) um fim de semana no campo é um plano fantástico. Um ambiente diferente do habitual é rico em novos estímulos e os miúdos vão gostar de estar uns com os outros no mesmo espaço, mesmo que ainda não brinquem juntos.
 
7 -  Suba o pano!
Pode parecer uma atividade pouco social, mas não é. Ver televisão em casa não implica outras pessoas mas no teatro partilhamos, em silêncio, o que ocorre no cenário. E o pequeno aguentará? Sim, porque já existem grupos de teatro especializado dos zero aos 3 anos. As suas obras não são estritamente argumentais, mas sim peças com mais experiências sensoriais, visuais, de uma beleza que pode surpreender inclusive os mais velhos. De facto, os bebés estão continuamente expostos a situações que não entendem e com as quais não se preocupam, mas o que geralmente não deixam passar é uma bela experiência sensorial. Chamam-lhe à atenção os teatros de sombras ou de fantoches, mas também as obras centradas em sons ou marionetas. Aos poucos, vai identificando as preferências do seu bebé. Atenção: é importante que chegue ao teatro com as necessidades básicas satisfeitas (fome, sono, fralda limpa).
 
8 -  Nadar é tão divertido 
A água é um meio leve que permite ao bebé realizar movimentos nas três dimensões, algo que os mais pequenos não podem fazer de outra forma porque os seus primeiros deslocamentos são muito limitados. O movimento na água é uma das principais chaves do desenvolvimento nos primeiros anos de vida e, inclusive, quando crescem a água oferece possibilidades irrepetíveis noutro meio. Também 
é perfeito para que pais e filhos comuniquem e relaxem, que é parte fundamental da necessária “nutrição afectiva” que os une. Pais e filhos permanecem em contacto contínuo dentro de água, o que a torna ideal para estreitar relações.
 
9 -  Tarde no parque
Não serve qualquer parque se a nossa intenção é partilhar um bocadinho de tenpo (e espaço) com outras crianças e adultos. Tem que ser um amplo, com relva e uma zona afastada dos equipamentos (porque nesta idade já certamente terá experimentado algum...  e vai querer repetir!). Num espaço aberto a criança recebe uma mensagem diferente: não depende tanto de nós para se mexer (rebolar!) e pode dedicar-se às suas explorações (fibras, folhas, bichos) enquanto nos observa e o observamos. Para além de partilhar a merenda, podemos programar alguma atividade extra como experimentar instrumentos musicais.
 
10 -  Era uma vez…
Ficamos de boca aberta quando as crianças que ainda nem sequer andam ficam mudas perante um livro aberto cuja história é lida por um contador de histórias. São atividades organizadas por livrarias, bibliotecas ou centros culturais em que os nossos filhos e nós próprios podemos disfrutar com outras famílias de sensíveis histórias ilustradas. Deve dar-se, contudo, uma condição: para manter a atenção num conto, nesta idade, os bebés necessitam estar perto de quem o conta. Não vale a pena a fila dois, três ou quatro, a menos que a criança esteja a dormir. Por isso, às vezes não encaixamos nesta actividade, mas podemos improvisar um conta-contos com amigos. Lembre-se que os mais pequenos vão tentar tocar e chupar os livros e somos nós que decidimos quais são “de ver e tocar”, e quais os “de ver”. 
 
Bebé d´hoje

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