A primeira ida no cabeleireiro

ROTINAS
Lavar e cortar o cabelo pode ser uma experiência pouco agradável. Saiba como este momento pode ser tranquilo para a criança.

Um ato tão inofensivo para o adulto como ir ao cabeleireiro cortar o cabelo pode resultar numa experiência pouco agradável para uma criança de um ano. Nesta idade, ainda que muitos pais prefiram cortar o cabelo dos filhos em casa, já há muitos que passaram pela primeira experiência naquele local no mínimo “esquisito”.

A primeira experiência pode, de facto, não correr muito bem, pois o ruído dos secadores, as tesouras de tamanho considerável ou o facto de se verem rodeados de adultos estranhos (com enormes babetes à volta do pescoço, rolos na cabeça ou o cabelo totalmente coberto de papel de alumínio) são capazes de os levar a pensar que aquele não é um local seguro.

 

Como tranquilizar

No entanto, seguindo uns quantos conselhos, a visita ao cabeleireiro pode acabar por ser uma experiência agradável e, inclusivamente, divertida. Se correr mesmo bem, apenas nos podemos deparar com um problema: não haverá forma de o tirar dali!

Transmitir segurança à criança e conseguir que se sinta protegida é, segundo os psicólogos infantis, fundamental para ela entrar com o pé direito. Por isso, aconselham a que a mãe ou o pai estejam perto durante a sessão, de forma a que a criança possa ambientar-se a esse meio desconhecido com mais facilidade: se o pai ou a mãe estiveram a seu lado, certamente não deixarão que lhe façam mal.

Por outro lado, permitir que ele participe na tarefa pode ajudar a não se sentir estranho. Daí que seja conveniente explicar-lhe o que vão fazer e mostrar-lhe como o vão fazer (mostrando-lhe as tesouras, a máquina de aparar...) antes de começar a sessão.

Também é bom distraí-lo com coisas que captem a sua atenção para evitar que se farte de estar quieto cinco minutos depois de se sentar na cadeira. Se lhe lermos uma história, fizermos gestos em frente ao espelho ou algum jogo com as mãos, talvez consigamos que não mexa a cabeça.

Existem alguns (poucos) cabeleireiros especializados em crianças que dispõem de cadeiras adequadas ao seu tamanho e motivos de entretenimento e distração para os mais pequenos, nomeadamente desenhos animados, brinquedos, pinturas, etc. Estes locais contam, além disso, com a vantagem da criança não se encontrar apenas rodeada de adultos, o que contribui para lhe tornar o ambiente menos hostil.

 

Respeitar a criança

Seja como for, tanto a mamã como o cabeleireiro devem ter bem claro que a criança é quem manda e que são eles que têm de adaptar-se a ela, e não o contrário. Por isso, é importante escolher a hora mais adequada para ir ao cabeleireiro.

Segundo os especialistas, o melhor momento é aquele em que a criança está bem desperta e ainda não acusa cansaço, ou seja, desde as primeiras horas da manhã até umas horas antes de comer, ou depois da sesta, mas não muito tarde. Nestes períodos de tempo, quando a criança ainda não está com fome ou na hora do banho, é mais fácil distraí-la, captando a sua atenção, o que facilita o trabalho e faz com que a experiência seja mais agradável.

Também é conveniente não ir com pressa. Se a criança precisa de ganhar algum tempo antes de se sentar no cadeirão, seja a observar os instrumentos de trabalho do cabeleireiro, a ver para que serve o secador ou a investigar como funciona um rolo, devemos deixar. Caso contrário, será muito mais difícil mantê-la quieta enquanto lhe cortam o cabelo.

Da mesma forma, convém parar quando a criança estiver cansada, começar a chorar e não encontrar forma de a distrair. Muitas vezes é preferível levantá-los e dar um pequeno passeio até acalmarem, do que cortar-lhes o cabelo, custe o que custar. Neste caso, o mais provável é que o corte não fique bem, para além da criança, da próxima vez, não querer repetir a experiência.

 

Que corte escolher?

Para escolher o corte que lhe fica melhor, há que ter em conta que é a criança quem se deve sentir cómoda com ele. Por isso, os cortes tipo Harry Potter ou com a franja para a frente, ainda que possam fazer as delícias dos papás, não são aconselháveis.

É que este tipo de penteados, ainda que os possam favorecer, fazem com que o cabelo lhes entre com muito facilidade nos olhos. A não ser que a franja seja muito curta ou que o escadeado se faça a partir do nariz para baixo. Quanto ao resto, qualquer penteado que siga a regra básica de não dificultar a visão é válido. Em qualquer dos casos, os mais cómodos, sobretudo para o Verão, são os curtos, mas aqui já é o critério do papá e da mamã que marcará a tendência da moda.

 

Cuidados básicos

Há que ter em conta que o cabelo das crianças cresce mais devagar que o dos adultos, pelo que é suficiente cortá-lo cada seis meses até aos dois anos. Depois, deve-se ir aumentando a frequência até chegar a um corte de dois em dois meses, o ideal para manter o cabelo saudável.

Tratar do cabelo da criança em casa é relativamente fácil, se forem seguidas umas quantas normas básicas. A primeira é utilizar um champô neutro, salvo se o pediatra tiver recomendado outro produto (por ter eczemas, por exemplo). Os especialistas aconselham também a usar um creme amaciador uma vez por semana e a pentear o cabelo da criança com frequência, para evitar os temíveis nós, que acabam por partir o cabelo.

E para as meninas, recomenda-se ter cuidado na hora de fazer totós: evitar os elásticos que não sejam forrados (partem o cabelo) e não usar os ganchos que pressionam o coro cabeludo (são mais incómodos do que aqueles que se fecham sobre si próprios). O mesmo com as bandoletes de picos: se se puderem evitar, tanto melhor. 

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