O meu filho ainda usa chucha!

DESENVOLVIMENTO
O hábito da chupeta deve ser abandonado até aos 36 meses. Como podemos ajudar.
O hábito da chupeta deve ser abandonado por volta dos 36 meses de idade. Isto porque as sequelas da sua manutenção são enormes para a saúde dos dentes. A sucção estimula a musculatura oral, os ossos e reforça o circuito neurofisiológico da respiração e da mastigação. Esta é a primeira atividade muscular coordenada do recém-nascido.
 
A sucção nutritiva permite a alimentação ao recém-nascido e a sucção não nutricional promove sensação de segurança e conforto sendo atingida através do polegar, da chupeta ou menos frequente de um brinquedo ou fralda. Estudos revelam que a amamentação é suficiente para a criança satisfazer as suas necessidades físicas e emocionais, sendo a chupeta dispensável ao desenvolvimento da criança. O hábito da chupeta deve ser abandonado cerca dos 36 meses de idade devido às sequelas da sua manutenção serem enormes.
 
Consoante a frequência, duração e intensidade do hábito bem como a nutrição e a saúde da criança ocorrem alterações na arcada dentária: mau posicionamento dos dentes, mordida aberta anterior (dentes superiores não cobrem os inferiores) acompanhada ou não da projeção da língua, inclinação dos dentes ou ainda mordida cruzada posterior (maxila fica “apertada”, pouco desenvolvida e não encaixa na mandíbula), cárie precoce de infância e alterações na fala, deglutição e respiração. A eliminação deste hábito na dentição de leite promove consideráveis benefícios ou mesmo a auto-correção dos dentes. 
 

Como evitar a chupeta?

A criança cria um laço de carinho com a chupeta e os pais não devem interromper o hábito bruscamente pois isso pode desencadear algum trauma psicológico. Devem explicar à criança que já está grande e que, para continuar a crescer, não pode usá-la, elogiar a criança quando ela NÃO estiver com a chupeta e quando a usar não comentar. É importante definir o tempo e local onde pode ser usada (por exemplo, “é só para dormir”, portanto não sai do berço). A criança deve ser acompanhada pelo médico dentista, que orientará quanto à necessidade e melhor forma de remoção do hábito.

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